Sou um apaixonado pela música brasileira, adoro ouvir aqueles discos cheios de ruído que todo mundo fala “isso minha avó é que gostava”, aquelas músicas que são conhecidas como a época de ouro da música brasileira nos anos 1920, 30 e 40.
Quando me deparei com o material pessoal do pioneiro do rádio Ademar Casé, passei a entender como essa música se popularizou tanto, além de conhecer histórias pouco conhecidas de diversos artistas da época. Casé foi sócio de Francisco Alves, patrão de Almirante, amigo de Carmem Miranda, lançou Noel Rosa, Silvio Caldas foi seu artista exclusivo, Orlando Silva almejava fazer parte do casting do Programa Casé.
A partir daí, passei a conhecer a história do rádio no Brasil: além da inovação com o pagamento de cachês e dos contratos de exclusividade, no Programa Casé foi veiculado o primeiro “jingle”, a primeira novela, a primeira encenação de casos verídicos. Foram 19 anos de sucesso até 1951 quando ele visionariamente se associou a Chateaubriand em uma nova aventura: a TV. Alí, também foi pioneiro com programas inovadores como o Noite de Gala e comerciais criados e produzidos pela agência de propaganda “Midas”.
O filme é um convite ao espectador para conhecer por dentro, através da vida de Ademar Casé, importantes passagens da história da música brasileira e de seus principais meios de divulgação no século XX: o rádio e a televisão.